Alimentos Prebióticos

Olá Chefs!

Hoje contamos com a parceria de uma Engenheira de Alimentos para nos trazer mais conhecimento dessa nossa paixão que é a comida!

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Alguém aí sabe o que é um prebiótico?

Quando se fala em alimentação saudável e equilibrada, pensa-se logo em aumentar o consumo de frutas, verduras e legumes, reduzir açúcares e praticar atividades físicas. Mas quem disse que os produtos industrializados não podem fazer parte da dieta?

A indústria procura atender a demanda da população aumentando a variedade e a disponibilidade dos nutrientes, elaborando novos produtos. Dentre eles, os alimentos com ingredientes prebióticos. Prebi… o quê? Posso ouvir vocês perguntarem. P-R-E-B-I-Ó-T-I-C-O-S! Esses são ingredientes, normalmente um tipo de açúcar extraído de vegetais ou de microrganismos, que não sofrem digestão (mesma característica das fibras, assim também conhecidos como fibras prebióticas) pelos ácidos e enzimas do estômago, chegando intactos ao intestino (delgado e grosso).

No intestino grosso, servem de alimento para microrganismos (sim, nosso corpo está cheio deles) benéficos, melhorando a saúde do trato intestinal daqueles que consomem esses alimentos. Alguns benefícios confirmados cientificamente incluem a melhora da absorção de cálcio (especialmente por adolescentes), melhora do metabolismo de energia e a sensação de saciedade, modulação das funções imunológicas, redução do risco de infecções intestinais e de gravidade dos casos de diarréia em crianças menores de 3 anos e melhora de síndromes metabólicas . Além disso, os ingredientes prebióticos atuam como substitutos parciais de gordura e agentes de corpo em formulações de alimentos sem perda da qualidade nutricional e sensorial de sabor e textura.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), menciona que para ser considerado prebiótico, o produto deva conter no mínimo 3g do ingrediente/100g de produto (se sólido) e 6g do ingrediente/100g de produto. Quanto precisa ser ingerido por dia para se alcançar o efeito desejado? A Anvisa não menciona. Estudos continuam sendo feitos, mas estima-se que entre 5 e 15g/dia seja uma ingestão saudável.

E afinal, o que temos disponível no mercado?

– Nestlé e Support– Fórmula infantil para lactentes (0-6 meses). O leite materno possui o que é conhecido por efeito bífido, prebióticos naturais. Essas fórmulas são alternativas para os pequenos que não podem receber leite da mamãe.

– Nutry Ativa – Barras de cereais com FOS.

– Sucos e chás, cereais matinais, pães, queijos e outros derivados lácteos (produtos importados)

– Suplementos alimentares

– Rações para animais domésticos, mas também para cavalos, galinhas e peixes.

Cinthia S. Rodrigues

Engenheira de Alimentos – UFC

Mestranda em Tecnologia de Alimentos – Unicamp

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  1. O que faz? Barista « Raspando o prato - 5 de março de 2012

    […] tivemos a participação de uma Engenheira de Alimentos nos explicando sobre Alimentos Prebióticos e hoje vamos falar do profissional que trabalha com uma das paixões nacionais: o […]

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