Aromas e sabores do vinho

Muito se fala sobre as características do vinho. Percepções tão detalhadas que às vezes até me custam acreditar. Mas o que é realmente importante perceber ao se degustar um vinho? Aprendi que é o seu buquê, ou seja, o conjunto de seus aromas e sabores.

Ao se desarrolhar uma garrafa, gosto de deixá-la “respirar” por alguns minutos. Dez ou vinte, talvez, para que o vinho se “abra” e revele seus aromas escondidos. Ao vertê-lo na taça, gire-a com delicadeza, assim o vinho é oxigenado, o álcool evapora um pouco e o aroma do vinho é liberado. Enfie o nariz na taça, sem medo nem vergonha, e tente reconhecer os aromas. Algumas uvas já tem aromas bem característicos. A Cabernet, por exemplo, tem aroma de frutas negras, como a ameixa. A Merlot de cereja, Malbec de amoras, Chardonnay de maçã… enfim. Outros aromas podem ser percebidos com um pouco mais de boa vontade, sensibilidade e imaginação, como couro, chocolate, tabaco, flores e madeira.

A madeira tem um papel importante no processo de produção do vinho, pois a madeira do barril em que este envelhece, influencia diretamente no seu sabor. Vinhos envelhecidos em barris de carvalho americano dão ao vinho um aroma de baunilha. Já o carvalho francês, de especiarias, canela, café, flores…

Depois de explorar o vinho com o nariz, hora de testá-lo na boca. Deixe-o correr delicadamente por toda boca para estimular todas as papilas gustativas, que em regiões diferentes da língua são responsáveis por sensações diferentes, como doce, amargo, ácido… e até a gengiva participa, nela sentimos os taninos, que dão aquela sensação de “amarrar a boca” [saiba mais – taninos]. Com a boca também podemos tatear o vinho e sentir seu peso, textura, seu corpo [saiba mais – corpo do vinho], que é tão influenciado pelo teor alcoólico. Gosto de vinhos encorpados com boa presença de álcool, porém é importante que o álcool não se sobreponha a uva. A sensação de calor quando se engole a bebida muito alcoólica  pode esconder muito do seu sabor. A acidez cumpre aqui um papel importante para equilibrar o álcool e equilíbrio é a palavra que procuramos aqui entre todos esses elementos.

Quanta complexidade numa garrafa! Detalhes importantes, mas não mais que a ocasião, a companhia e sensação que se tem quando se bebe. Se finos e caros ou baratos e mais grosseiros, escolha um que te faça bem. E se quiser entrar nesse universo, para mim tão fascinante, boas literaturas podem ajudar e treino. Degustar vinhos é algo que pode ser exercitado, e não há exercício melhor que, com responsabilidade, bebê-los!

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Categorias: Vinhos

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